quarta-feira, 4 de junho de 2025

Por cima das núvens brilha o sol

Por cima das núvens brilha o sol

Os tempos que vivemos estão ensombrados por núvens negras, mas hoje como sempre, sabemos que o futuro nos trás dias solarengos e brilhantes, como os que vivemos num curto mas muito frutífero período de tempo no nosso país a seguir ao 25 Abril.

Nesses meses descobrimos que afinal podíamos ser felizes e que eramos donos do nosso destino. Conquistámos aquilo que sempre nos negaram, direito a melhores salários que se reflectiu no Salário Mininmo Nacional, 30 dias de Férias com direito a subsídio, o fim do despedimentos sem justa causa,liberdade de expressão,o direito ao voto, liberdade sindical o fim da guerra,enfim durante esses meses deixamos de ser um povo triste e ousámos voltar a sorrir e achar que iamos ser donos do nosso destino.

Os tempos que hoje vivemos são as antípodas desses dias radiantes em que os portugueses tiveram ao alcance das suas mãos o futuro, mas como disseram dois poetas portugueses Camões "todo o mundo é composto de mudança" e o Zé carlos Ary dos dos Santos "isto vai meus amigos, isto vai".

Sim todo o mundo vai mudar por força da nossa acção, ancorada na  confiança certeza de que está nas nossas mãos sermos donos do nosso destino. Isto vai por força da acção e luta dos povos desenvolvida por uma vida melhor e por um mundo sem explorados nem exploradores. 

E como disse outro grande poeta português mesmo na noite mais escura à sempre alguem que resiste e que diz não aos vampiros que pairam sobre as nossas vidas e a nossa pátria. 

Os dias que estamos a viver mostram a saciadade que existem duas realidades que se confrontam e opõem a dos votos, e aquela outra com que os portugueses se confrontam no seu dia a dia e os leva a manifestar-se e a lutar por Medicos enfermeiros e serviços de saúde a funcionar, pelos transportes públicos que necessitam pelos seus direitos laborais e por melhores salários e pensões.

Uma realidade que exige como está implicito na canção do José Mario Branco e da Manuela de Freitas sobre as marchas de lisboa "a cantar é que te deixas enganar" o que nos leva a recuar no tempo até uma das canções heroicas de Lopes Graça a "acordai" e que façamos como dizia o Enorme Ary dos Santos no seu poema O que é preciso é termos confiança se fizermos de Maio a nossa lança, isto vai meus amigos isto vai.